Thrillers, filmes de super-heróis e continuações, como "300", serão as apostas da temporada
Entre candidatos a blockbusters, como "Jogos vorazes - Em chamas"; a continuação de "Os Vingadores", já batizada de "The Avengers - Age of Ultron"; e "Godzilla", que ganhou nova versão estrelada por Bryan Cranston (indicado ao Emmy pela série "Breaking bad"), um longa de perfil um tanto diferente do padrão da San Diego Comic-Con gerou burburinho nesta edição do evento, que levou cerca de 130 mil pessoas ao centro de convenções da cidade da última quinta-feira até domingo. Novo filme do diretor Alfonso Cuáron, estrelado por Sandra Bullock e George Clooney, "Gravity" é uma espécie de thriller espacial. Sandra e Clooney vivem dois astronautas que, durante uma malfadada missão, ficam à deriva. O longa, escalado para abrir o Festival de Veneza, em agosto, fora de competição, foi escrito por Cuarón e seu filho, Jonas, e tem estreia prevista para outubro nos EUA.
"Em ´Gravity´, pela ação, você pode acompanhar as emoções dos personagens. É algo com que você se envolve totalmente. O filme não é só ação, e sim a jornada emocional dos personagens. Esse foi o ponto de partida para tudo", explicou Cuarón, diretor de longas como "E sua mãe também" e "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban", em entrevista coletiva sobre o filme. Para viver Ryan Stone em "Gravity", Sandra teve que se preparar, física e psicologicamente, por seis meses. Muitas cenas foram filmadas em uma espécie de cubo, e a atriz passava horas sozinha - na maioria das vezes, suspensa por cabos.
"Era como um tanque de peixes. Um ponto no ouvido era o único som que eu ouvia. Em alguns momentos eu precisava sair dali, mas não podia, então entrava em uma forma de meditação. Quando me destrancavam, levava mais de 20 minutos para me tirarem dali. Mas sabia que, ao sair, poderia ir para casa e ver meu filho. É uma luz no fim do túnel que minha personagem não tinha. Quando Ryan Stone vai ao espaço, ela já está emocionalmente morta", disse a atriz. "Não há um filme de Cuarón que não tenha me inspirado. Quando surgiu, este projeto era um grande desconhecido. Não havia modo de explicar como ele seria feito, nem como funcionaria".
Cuarón destacou o empenho de Sandra. "Foi uma verdadeira colaboração. Durante as filmagens, pensávamos: ´Como fazer essa cena emocionalmente relevante?´", explicou o diretor, que já planeja se dedicar a um filme de terror.
"Mas antes tenho que finalizar ´Gravity´. São quatro anos e meio, e não terminamos. O que eu gosto em filmes de terror é que, com poucos elementos, você cria uma emoção completa. E pode, através disso, falar de determinados assuntos. Os exemplos perfeitos para mim são ´O bebê de Rosemary´ e ´O iluminado´. Isso me intriga".
Criada em 1970, como uma reunião de fãs de quadrinhos, a Comic-Con mudou bastante de perfil. Hoje, artistas, ilustradores e roteiristas de HQs dividem as atenções, de forma um tanto desigual, com diretores, atores e produtores de longas-metragens e séries de TV. Mas filmes ligados a super-heróis ainda têm grande destaque.
Dos estúdios Marvel, por exemplo, a lista de estreias para 2013 e 2014 é grande: além da continuação de "Os Vingadores", foram apresentados trechos das sequências de "Thor" e "Capitão América" e do novo "Guardiões da galáxia", que terá Chris Pratt e Zoe Saldaña no elenco.
X-Men
Ainda na seara dos heróis, outro painel exibiu o primeiro trecho de "X-Men: Days of future past", nova parte da saga dos mutantes, e deu mais detalhes sobre o novo filme de "Wolverine", que estreia no Brasil hoje. Mas o que causou mais barulho foi o anúncio do diretor de "Homem de Aço", Zack Snyder, de que o filme estrelado por Henry Cavill terá uma continuação e, mais ainda, com a participação de Batman.
Intérprete de outro herói no cinema, Andrew Garfield também foi a San Diego falar da segunda parte de "O espetacular Homem-Aranha", assim como Jamie Foxx, que vive o vilão Electro, e o diretor Marc Webb. "Queríamos criar um universo que fosse um pouco mais elaborado e se desdobrasse em mais filmes. Para fazer isso, tive que recontar a história original (do Homem-Aranha) com novas idiossincrasias e nuances", explicou.
Entre tantos painéis, dois brasileiros tiveram destaque. O diretor José Padilha e o ator Rodrigo Santoro foram à convenção divulgar novos projetos: o remake de "Robocop" e "300: Rise of an empire", respectivamente. Na apresentação de "Robocop", Padilha afirmou que "estamos cada vez mais em um país (os Estados Unidos) onde Robocop é relevante". O remake do longa de 1987, estrelado por Joel Kinnaman (da série "The killing"), tenta levantar uma questão política em meio à discussão sobre o uso de drones pelos EUA. "Robôs serão vistos nas guerras", afirmou Padilha. "O primeiro filme viu isso bem antes. Agora, temos mais conhecimento e sabemos que isso está se tornando verdade. Primeiro vamos usar as máquinas no exterior; depois, em casa", disse o diretor.
Já o prólogo de "300" (dirigido por Zack Snyder em 2006), "300: rise of an empire", ganhou novo diretor, Noam Murro. Santoro segue no papel de Xerxes. "É um desafio retomar um personagem, nunca fiz isso antes. No filme, o público vai conhecer melhor o passado de Xerxes e entender como ele se tornou o que é", detalhou o ator durante a entrevista coletiva do filme, em que contracena com Sullivan Stapleton (atualmente no ar na série "Strike back", no Cinemax), na pele do general Themístocles, e Eva Green, que vive Artemísia.
Outro chamariz da Comic-Con, as séries foram responsáveis pela maior parte das filas, notadamente de fãs atrás de autógrafos. Para o domingo, dia em que seriam realizadas apresentações de "Supernatural", "Breaking bad" e "Doctor Who", em sequência, já havia fãs concentrados na noite anterior. As atenções se dividiram entre fins de temporada, aniversários, algumas novidades e atrações já consagradas, como "The walking dead" e "Game of thrones". Na primeira categoria entraram "Dexter", "Breaking bad" e "How I met your mother". Sucesso de público e crítica, as três atrações se despediram dos fãs na Comic-Con. "Conscientemente, nossas mentes sabem que (a série) acabou. Mas há uma parte inconsciente de nós que ainda não reconheceu isso", admite Michael C. Hall, protagonista de "Dexter".
Entre as novas séries, a expectativa maior foi em torno de "Agents of S.H.I.E.L.D.", que estreia nos EUA em setembro. Baseada na agência secreta de "Os Vingadores" (tanto nos quadrinhos quanto nos cinemas), a série tem produção executiva de Joss Whedon (diretor do longa e criador de séries como "Buffy") e traz de volta o Agente Coulson, vivido por Clark Gregg nos cinemas, à frente de uma renovada e jovem equipe.
Responsável pela divisão televisiva da Marvel e produtor executivo da atração, que será exibida no Brasil pela Sony, em data ainda não divulgada, Jeph Loeb disse que a proposta é fazer o que não pode ser feito no cinema: "Uma das coisas que fazem nossa série diferente do filme é dar uma visão mais íntima dos personagens. Sabíamos que queríamos uma atração que fizesse barulho. Tínhamos vários projetos, mas foi logo depois de ´Os Vingadores´ que tivemos a ideia de uma série sobre a S.H.I.E.L.D".
fonte: http://diariodonordeste.globo.com/
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