São Mateus (ES) - Cena 1: Jovem recém-formado, com um roteiro de longa-metragem na mão, bate à porta de produtor. E insiste que a ideia é boa. Três meses mais tarde, o texto passa por dez tratamentos e o projeto entra em pré-produção. Assim começou a história de Lascados, road movie em formato de comédia adolescente, rodado no mês passado sem participar de editais e tampouco receber financiamento de leis de incentivo.
Road movie: a aventura de jovens pelo interior da Bahia
“Li primeiro o roteiro e entendi que dali poderia surgir alguma coisa, mas sendo transformado em argumento, não em roteiro”, relembra Marcelo Braga, produtor executivo da Santa Rita Filmes, empresa que resolveu bancar o longa, cujo orçamento já passou dos R$ 2 milhões antes da finalização.
Lascados narra a trajetória de Felipe (Chay Suede), Burunga (José Trassi) e Deco (Paulo Vilela), estudantes da zona leste de São Paulo que pegam escondidos a Kombi da mãe de um deles, usada para vender cachorro-quente, e seguem para o Carnaval da Bahia. Porém, no meio do caminho, o carro quebra e eles param no Espírito Santo, onde conhecem a jovem Cenilde (Paloma Bernardi), que seduz os três para fugir de São Mateus, cidade do interior onde parte das cenas foi rodada.
Com quase três décadas de experiência em TV e publicidade, Braga decidiu se arriscar na ideia do ator Manoel Batista Jr., de 24 anos, que nunca havia assinado um roteiro profissional. “Estou numa fase da vida em que voltei atrás, aos meus 19, 20 anos, com a coragem e audácia que tive quando comecei a carreira. Acreditar nos sonhos é importante e acreditar no sonho de alguém poderia dar essa química”, afirma Braga.
Além das fichas na comédia, o filme aposta no apelo dos protagonistas - alguns deles são estreantes no cinema - para atrair os jovens. Paloma é conhecida pelos trabalhos em novelas, cuja última foi Salve Jorge, e Chay foi estrela do elenco da trama adolescente Rebelde, que se desdobrou em um grupo musical homônimo em turnê pelo País. Além disso, o ator tem mais de 1 milhão de seguidores no Twitter, entre eles meninas histéricas com potencial para formar filas nas portas das salas de exibição
A pouca experiência dos dois atores na telona não preocupa o diretor Vitor Mafra, também calouro no cinema. “É meu primeiro longa, mas sou diretor há 20 anos. Já fiz curta, série e publicidade. Minha especialidade é a direção de atores. Preparei os dois, foi um período curto e intenso. Não trabalho com essa coisa da emoção, trabalho com técnicas de atuação. A gente está fazendo uma comédia. A preocupação é fazer a cena funcionar, eles se sentirem bem e presentes na cena.”
Chay diz ter descoberto outra maneira de atuar. “Entre os três, talvez o meu (personagem) não seja mais engraçado. Em Rebelde, eu não era o herói, era o engraçado. Aqui, eu não fui engraçado, fui o herói”, filosofa ele, sem querer voltar às novelas da Record. “Não estou escalado nem super a fim de fazer. Tenho ideias que quero apresentar assim que voltar. A prioridade é meu disco.”
Entre os desafios de Lascados está a direção de arte, pois o filme se passa em 1994. “Falei para fazermos um filme de época pela plasticidade dos anos 1990”, justifica Braga. O excesso de tecnologia poderia resolver facilmente a situação dos personagens perdidos no caminho para a Bahia. “Não dá para usar aplicativo. Até tem o celular do pai do meu personagem, um tijolão”, conta Paulo Vilela. Em meio aos itens de época, José Trassi, 28 anos, não pensa duas vezes ao apontar qual lhe chamou mais atenção. “O walkman”, cita o ator, que ao final do expediente surfava na praia.
Lascados narra a trajetória de Felipe (Chay Suede), Burunga (José Trassi) e Deco (Paulo Vilela), estudantes da zona leste de São Paulo que pegam escondidos a Kombi da mãe de um deles, usada para vender cachorro-quente, e seguem para o Carnaval da Bahia. Porém, no meio do caminho, o carro quebra e eles param no Espírito Santo, onde conhecem a jovem Cenilde (Paloma Bernardi), que seduz os três para fugir de São Mateus, cidade do interior onde parte das cenas foi rodada.
Com quase três décadas de experiência em TV e publicidade, Braga decidiu se arriscar na ideia do ator Manoel Batista Jr., de 24 anos, que nunca havia assinado um roteiro profissional. “Estou numa fase da vida em que voltei atrás, aos meus 19, 20 anos, com a coragem e audácia que tive quando comecei a carreira. Acreditar nos sonhos é importante e acreditar no sonho de alguém poderia dar essa química”, afirma Braga.
Além das fichas na comédia, o filme aposta no apelo dos protagonistas - alguns deles são estreantes no cinema - para atrair os jovens. Paloma é conhecida pelos trabalhos em novelas, cuja última foi Salve Jorge, e Chay foi estrela do elenco da trama adolescente Rebelde, que se desdobrou em um grupo musical homônimo em turnê pelo País. Além disso, o ator tem mais de 1 milhão de seguidores no Twitter, entre eles meninas histéricas com potencial para formar filas nas portas das salas de exibição
A pouca experiência dos dois atores na telona não preocupa o diretor Vitor Mafra, também calouro no cinema. “É meu primeiro longa, mas sou diretor há 20 anos. Já fiz curta, série e publicidade. Minha especialidade é a direção de atores. Preparei os dois, foi um período curto e intenso. Não trabalho com essa coisa da emoção, trabalho com técnicas de atuação. A gente está fazendo uma comédia. A preocupação é fazer a cena funcionar, eles se sentirem bem e presentes na cena.”
Chay diz ter descoberto outra maneira de atuar. “Entre os três, talvez o meu (personagem) não seja mais engraçado. Em Rebelde, eu não era o herói, era o engraçado. Aqui, eu não fui engraçado, fui o herói”, filosofa ele, sem querer voltar às novelas da Record. “Não estou escalado nem super a fim de fazer. Tenho ideias que quero apresentar assim que voltar. A prioridade é meu disco.”
Entre os desafios de Lascados está a direção de arte, pois o filme se passa em 1994. “Falei para fazermos um filme de época pela plasticidade dos anos 1990”, justifica Braga. O excesso de tecnologia poderia resolver facilmente a situação dos personagens perdidos no caminho para a Bahia. “Não dá para usar aplicativo. Até tem o celular do pai do meu personagem, um tijolão”, conta Paulo Vilela. Em meio aos itens de época, José Trassi, 28 anos, não pensa duas vezes ao apontar qual lhe chamou mais atenção. “O walkman”, cita o ator, que ao final do expediente surfava na praia.
fonte: http://tribunadonorte.com.br/
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