sexta-feira, 30 de maio de 2014

Curso de Produção Executiva · Cultura chama artistas para câmaras setoriais



Alexandre Costa, secretário de Cultura


O secretário de Cultura de Rio Preto, Alexandre Costa, convocou a classe artística para a constituição das câmaras setoriais nas áreas de literatura, música, cultura popular, artes cênicas e artes visuais. De acordo com a publicação do Diário Oficial do Município, o encontro será dia 29 de junho, às 19 horas, no Centro Cultural “Daud Jorge Simão”. Não é a primeira vez que se tenta criar esses grupos.

As câmaras foram instituídas pela primeira vez em janeiro de 2009, quando Deodoro Moreira era chefe da pasta. Na época, surgiram as câmaras de teatro, dança, literatura e artes visuais, com o objetivo de “unificar o diálogo” entre poder público e artistas de diferentes segmentos. Em 2010, os representantes de dança e teatro se juntaram, formando a câmara de artes cênicas, que encerrou atividades em outubro daquele ano. Os demais grupos nem passaram das reuniões iniciais.

O principal problema apontado para o fracasso do projeto foi a falta de representatividade da classe artística, isto é, suas reivindicações não costumavam ser atendidas. Moreira se defendia dizendo que a maior parte dos pedidos era de cunho pessoal, não coletivo. “Não tenho como falar do passado, não estava aqui. Estamos organizando a constituição das câmaras setoriais por dois motivos: atender a uma prerrogativa da lei e ter um instrumento da sociedade civil ativamente envolvido nas políticas culturais advindas desta pasta”, justifica Costa.

Segundo ele, as formações anteriores prescreveram, por tempo ou inatividade. Cada câmara será composta por três artistas da área, eleitos ‘pelos seus pares’. Quem quiser se candidatar deve enviar e-mail à pasta, manifestando o interesse. O secretário explica que a metodologia de trabalho ficará a cargo de cada câmara, no intuito de otimizar os trabalhos de cada setor.

“Acredito que uma das alternativas que cada câmara irá adotar é a formação de grupos de trabalhos para discutir e propor assuntos específicos de sua área, bem como a participação nos grupos transversais, onde assuntos inerentes a todas as áreas serão levantados, debatidos e propostos à pasta. O inverso também pode acontecer, a pasta poderá solicitar às câmaras um parecer sobre assunto pertinente à área de atuação.”

Entenda

O projeto Cultura para Todos, instituído pela lei nº 10.902/ 2011, prevê a criação das cinco câmaras setoriais. Meses antes, quando o projeto de lei foi apresentado à Câmara Municipal, Moreira disse que a sistematização seria diferente da tentativa anterior, com encontros convocados e supervisionados por funcionários da pasta.

De lá para cá, surgiram várias tentativas de ressuscitar a ideia. Algumas delas por iniciativa do próprio Costa, embora a expressão “câmaras setoriais” não tenha sido usada. Em fevereiro do ano passado, por exemplo, ele se reuniu com profissionais do teatro e da dança. Em março, com os da música.

Naquele momento, o secretário se comprometeu a criar uma mostra de teatro local com caráter competitivo, que poderia servir como instrumento seletivo para o Festival Internacional de Teatro (FIT). Os encontros não continuaram e a ideia não se concretizou. Ele também recebeu inúmeras propostas dos artistas, como a reformulação do Programa Municipal “Nelson Seixas” de Fomento à Produção Cultural e o enquadramento da cidade ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), com as criações do Conselho Municipal de Cultura e do Fundo Municipal de Cultura. Em setembro, essas mesmas reivindicações estiveram na pauta de ocupação do Centro Cultural. Porém, até agora, as mudanças não foram implementadas.

Clique aqui e confira matéria na íntegra: Câmaras Setoriais da Cultura fracassam , publicada em 6, outubro de 2010.

Cultura para Todos deve sair do papel

Sem efeito prático desde que foi aprovada, em 2011, a lei municipal 10.902, que institui o Projeto Cultura para Todos, foi regulamentada pelo decreto 17.075/2014 há exato um mês. Ao que tudo indica, pode começar a sair do papel em breve. É o que promete o secretário de Cultura, Alexandre Costa.

Diário da Região - Quais as estratégias da pasta para que o projeto das câmaras setoriais não caia, outra vez, no ostracismo?
Alexandre Costa - Tenho convicção de que o resultado desse processo será positivo. Penso que a classe artística tem o interesse em participar ativamente dos projetos da secretaria, e, se isto estiver correto, vamos fortalecer gradativamente a política cultural de nossa cidade. As câmaras setoriais vão garantir esse espaço e viabilizar a troca direta entre os interessados nas ações culturais e o poder público. Queremos com as câmaras dar voz aos protagonistas da ação artística.

Diário - Qual a periodicidade dos encontros?
Costa - Após a constituição das câmaras setoriais, será feita uma reunião com as mesmas no intuito de elaborar um plano de trabalho que contemple a periodicidade dos encontros. De qualquer forma, a ideia é estabelecer um canal de comunicação entre a classe artística e a secretaria, independentemente das reuniões e dos encontros formais de cada câmara.

Diário - As câmaras setoriais estão previstas no Projeto Cultura para Todos. Houve alguma orientação do prefeito para que a lei fosse cumprida?
Costa - O prefeito regulamentou essa lei em abril deste ano. Ele vê de maneira positiva a ampliação do fomento à cultura, o que de fato irá ocorrer. Dessa forma, trata-se de um trabalho conjunto, envolvendo a Prefeitura como um todo. Novas ações vão acontecer nos próximos meses. A intenção é ampliar o leque de atividades culturais em nosso município. A recente regulamentação da Lei Cultura para Todos indica isso.

Diário - E por falar nisso, quando serão publicados os primeiros editais de fomento?
Costa - O primeiro edital está em fase de revisão, devendo ser publicado no próximo mês. O primeiro irá contemplar a classe teatral do município. O valor será bem maior do que o investido no último fomento.

‘Muita reunião para pouca ação’

O escritor Vicente Serroni, que integrou a câmara setorial de literatura como seu representante, há cinco anos, usou as redes sociais para questionar a proposta. Segundo ele, o problema das câmaras é que foram formadas e caíram no esquecimento, sem que as conversas evoluíssem. “Espero que o atual secretário tenha algum planejamento em mente, porque senão elas vão continuar apenas no papel”, disse. “Não tenho muitas esperanças com essa nova tentativa. É muita reunião para pouca ação.”

Lory Ferreira, músico que fez parte da câmara setorial de música na mesma época, também não se mostra empolgado com a retomada do projeto. “A secretaria precisa criar prestígio entre os artistas, sua imagem está muito desgastada. Para fazer algo assim, é preciso que a classe se comprometa com a ideia, e há muita dispersão, muita crítica”, avalia. Por outro lado, acredita que a ideia é válida. “Quando criaram as câmaras, ficamos animados com a possibilidade de opinar, participar. Chegamos a pensar em criar uma associação, mas a ideia esfriou, por causa dos organizadores.”
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fonte: http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Noticias/Politica/187560,,Cultura+chama+artistas+para+camaras+setoriais.aspx


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